Quem sou?

É sem grandes dúvidas, para todos, a pergunta mais difícil de responder e mais ainda quando é colocada por nós próprios. Ora, se uns dizem que sou “altruísta”; para outros não tenho “ambição”. Se, normalmente, falo pouco... Às vezes, quando falo, incomodo.

Fui crescendo e aprendendo, sobretudo procurando não cair no erro de me preocupar com aquilo que outros pensam ou dizem. Não olhando para trás, quando algumas vozes se ouvem. Continuando firme, passo a passo, no meu caminho, com discrição, sem “folclore” e não seguindo modas ou tendências. Mas ao mesmo tempo, fui tentando ajudar - fazendo parte da solução e não do problema. Conjugar tudo foi, mesmo, o mais difícil - Decidir quando há “caminhos” (opções individuais) diferentes: escolho eu ou escolhem por mim? Informático de ofício, tentei programar o algoritmo com todas as variáveis. Uma missão difícil, mesmo para os modernos processadores multitarefa.

Organizado, metódico e disciplinado fui alocando espaço, para tudo, no disco ou na memória RAM. Talvez consequência de falar menos e ouvir mais. Caso contrário, debitava tudo como uma impressora e saía tudo impresso em papel mas, em consequência, seria mais materialista e acumularia dossiers nas estantes.

Na Escola, na disciplina de Educação Visual chamaram-me “criativo” e na música tive a minha única negativa, um trauma! De tal forma grande que foi preciso uma pandemia, comprar uma pequena aparelhagem Hi-Fi, com bluetooth, para ficar quase um melómano. Entre as artes visuais e a música escolhi, uma ciência exata, a matemática, porque os números são, para mim, melhores que o algodão e não enganam, mesmo, doa a quem doer - dois mais dois são quatro, ponto final! Mais tarde, veio o fascínio pelos computadores e entrei no mundo dos bits e bytes.

Acredito que já não estamos às portas da era digital porque a revolução já começou. Há aplicações para tudo e sistemas operativos para todos os gostos, e, por isso, o que escolhemos e utilizamos também define quem somos. Atualmente, cada vez mais, prefiro software livre, independente e de código aberto, e algumas das minhas sugestões neste novo e fascinante mundo digital são:

  1. Sistema operativo:
    • No computador: Linux;
    • No telefone: Android (preferencialmente, degoogled).
  2. Navegador web: Mozilla Firefox;
  3. Software de escritório: LibreOffice.
  4. Aplicações móveis, todas disponíveis na loja F-Droid:
    • 2FA (segundo fator de autenticação): Aegis Authenticator;
    • Acesso ao E-mail: Mozilla Thunderbird;
    • Áudio (Rádio e podcasts): Transistor e Escapepod;
    • Câmara: Open Camara;
    • Edição de apontamentos (notas): Joplin;
    • E-mail e calendário: Tuta;
    • Integração Computador/Telefone (partilha de ficheiros e área de transferência): KDE Connect;
    • Leitor de códigos QR/de barras: QR Scanner (PFA);
    • Mapas e navegação: OsmAnd~;
    • Navegador web: Fennec;
    • Teclado: HeliBoard;
    • Tradução: Translate You.

E com tudo isto, quem sou? Eu próprio e aos olhos de outros ando por aí a caminhar “sem destino”. Assim, espero continuar, porque faz bem dos pés à cabeça!

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Vista sobre a Avenida Doutor Santana Maia, Abrantes (Portugal). Captada a partir da Esplanada 1.º Maio (lado sul/Tribunal).
Fotografia tirada em 17 de julho de 2026 pelas 20:34:09.

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